40 anos da Uefs - Edivaldo M. Boaventura

Publicada em 29/01/2010 ás 13:05hs

Edivaldo M. Boaventura - Educador, escritor, presidente da Academia de Letras da Bahia edivaldo@grupoatarde.com.br


Em pleno processo de fortalecimento como instituição, em 24 de janeiro, a Universidade Estadual de Feira de Santana, a nossa Uefs, completou 40 anos. Com significativa contribuição ao ensino, matricula sete mil alunos na graduação. Confirmando a investigação científica, 12 programas de pós-graduação de mestrado e doutorado desenvolvem projetos de pesquisa e atendem quase mil estudantes. Para tanto, conta com 800 docentes e equivalente número de técnicoadministrativos.

A Uefs foi um projeto comunitário ratificado pela decisão política. A união das forças locais e das representações políticas induziram o governador Luiz Viana Filho a criá-la.

A Lei Estadual nº 2.784, de 24 de janeiro de 1970, autorizou este governador a instituí-la, atendendo as lideranças políticas, à frente o então prefeito João Durval Carneiro.

Muitos outros atos governamentais foram editados complementando a lei de 24 de janeiro.

Logo em abril, referendei, como secretário de Educação e Cultura, o decreto estadual que instituiu o Conselho Diretor da universidade. Conselho este que teve significado fundamental na estruturação da entidade.

Reunia-se sempre, em Feira, ouvindo e discutindo com líderes e representações locais. Porque a universidade foi e continua sendo um projeto comunitário, com o reitor José Carlos Santana Barreto. As lideranças feirenses que propuseram a criação da universidade compuseram depois o primeiro conselho: Wilson Falcão, médico e deputado federal; Áureo de Oliveira Filho, educador, fundador do Colégio Santanópolis e deputado estadual; Yeda Barradas Carneiro, professora e secretária municipal de Educação; José Maria Nunes Marques, diretor da Faculdade de Educação; Fernando Pinto Queiroz, advogado e redator do estatuto; Geraldo Leite, médico, coordenador da proposta de criação e primeiro reitor; e o secretário estadual da Educação e Cultura da época. Atuaram como suplentes, e depois alguns se efetivaram, Augusto Matias da Silva, monsenhor Renato Galvão, Maria Cristina Oliveira Menezes, Faustino Dias Lima, Joaquim Pondé Filho, Jorge Bastos Leal e Maria da Hora Oliveira.

Esforços estaduais e municipais se conjugaram para que a universidade fosse criada como expressão maior da comunidade feirense e de sua gente.

O governo municipal, em concerto com o estadual, expediu atos de apoio ao projeto universitário. É exemplo a doação de terras originárias de antiga gleba do Instituto de Fumo da Bahia. Completava-se, assim, o terreno para o campus. Até a Biblioteca Municipal Arnold Silva foi posta à disposição da entidade recém-criada. Essas atitudes evidenciaram a ação conjunta dos poderes públicos sob a liderança do governador Luiz Viana Filho e do prefeito João Durval Carneiro, portanto, Estado-membro e município se concertaram para dar a Feira de Santana a sua universidade. É desse acordo verticalizado de lideranças que surgiu a força política para a criação da Uefs.

Seguiram-se as etapas de autorização de funcionamento e de reconhecimento. Consolidada como instituição acadêmica, expandese em todas as suas funções. O Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), por exemplo, responde às manifestações artísticas com a liderança do professor e pintor Gil Mario Menezes.

Como feirense militante, professor e ex-secretário da Educação, sempre participei do crescimento da universidade e constato o seu contributo na melhoria da educação, fornecendo professores habilitados para os níveis de ensino. Atenção merecem as classes iniciais e a educação básica.

A universidade tem a função estratégica de formar para si, para os seus próprios docentes e para o ensino fundamental e médio. A Uefs atinge os municípios da bacia do Paraguaçu, a sua região de preferência, e se encontra na sua esfera de competência encaminhar solução para a alfabetização e para outros problemas educacionais.

O objetivo da educação superior, neste início de século, é a sua generalização para a faixa etária dos 18 aos 24 anos. A Uefs tem muito a realizar para atingir essa faixa correspondente a partir dos 40 anos.





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Fonte: Jornal A Tarde

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