Boletim Eletrônico ADUFS - Ano II - Nº 41
08 de Setembro de 2009
Destaque

Novo Secretário abre o diálogo, mas se compromete apenas em continuá-lo


Cita, insistentemente, as medidas do governo federal para as IFES

A primeira reunião do Fórum das 12 com o novo secretário foi um início de conversa. Em fala inicial, o Fórum das ADs destacou que naquela audiência estavam em discussão os pontos da pauta emergencial. O Coordenador Alexandre Galvão, da ADUSB, criticou a postura do governo para com as UEBA e o movimento docente. Quando se referiu à suplementação orçamentária, foi interrompido pelo secretario que disse: "quem demanda pede o paraíso e você tem o mundo real! Não vou discutir em termos de demanda, é contraprodutivo!".

Ainda que, na convocação da audiência, o secretário não tenha autorizado a participação do ANDES, a representante da Regional Nordeste III, Maslowa Freitas, que lá estava acompanhando as ADs, acabou participando. Em sua fala, destacou para Barreto que o discurso do aumento nominal do orçamento das UEBA em 49%, nestes últimos três anos, "não era glória deste governo, pois a série histórica dos últimos dez anos mostra que este incremento é sazonal, tendo ocorrido em governos anteriores a mesma coisa, sem falar que este discurso omite o crescimento da folha (vegetativo e reajustes), os impactos da inflação e os decréscimos nas cotas de investimentos e projetos”. Em resposta, o secretário tentou desqualificar a informação, taxando-a de “ficção” e, irritado, disse que não ia discutir o que aconteceu em governos passados.

Assim, quanto ao orçamento, Barreto salientou que a discussão não depende de sua vontade. Para ele, é preciso analisar inclusive as possibilidades de outras fontes. Salientou que a SEC tem R$ 60 milhões em aberto e, se pudesse, “suplementaria para ele próprio”. Para a demanda de concursos, foi apontado apenas o preenchimento das 259 vagas remanescentes e citado o “banco de professores equivalentes”, instituído pelo MEC para as IFES como algo interessante. Barreto completou ainda que a "missão fundamental da SEC é o Ensino Básico e a integração dele com as UEBA".

Questionado quanto às minutas substitutivas à Lei 7176, sinalizou com a discussão de pontos específicos, a exemplo dos Conselhos e do financiamento, considerando ser assim melhor do que discutir genericamente a questão da autonomia, afirmando que "sabe-se lá quando vai ser revogada, podendo ser nunca!". Desconheceu a origem do vazamento das minutas e pediu que os movimentos não as considerassem. Aos representantes foi garantido apenas o estabelecimento de uma agenda de reuniões com os Fóruns, maior centralização das discussões na SEC e uma nova audiência nos próximos trinta dias. No próximo dia 10, o Fórum das ADs se reunirá e, no dia 11, será a vez do Fórum das 12, na ADUSB, para discutir os novos encaminhamentos da luta.

Em audiência, líder do governo assume a “federalização como saída” e a “irresponsabilidade na criação de novos cursos”


Após a audiência na SEC, os Fóruns reuniram-se com o atual presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, Capitão Fábio (PR), e o deputado Waldenor Pereira, líder do governo e ex Reitor da UESB. O Capitão Fábio reconheceu a existência de inúmeras deficiências nas UEBA, mas afirmou que “Educação não é minha área de entendimento, mas sim a segurança pública”. Um dos principais assuntos discutidos na reunião foi o orçamento das UEBA. Segundo Waldenor Pereira, os 5% da RLI são insuficientes para atender as demandas das UEBA, “no entanto, o governo não tem condições de repassar mais verbas além dessa percentagem, pois tem outras demandas”. Ainda sobre o orçamento, ele sinalizou que “o estrangulamento pode piorar, devido às irresponsabilidades dos governos anteriores e agora, no que diz respeito à expansão desordenada de cursos”.

Para sanar estas questões, o parlamentar disse existir uma discussão sobre a federalização das UEBA e que, se acontecer, será com a UESC e/ou a UESB, o fechamento de cursos e o estabelecimento de convênios com o governo federal para levantamento de recursos. Na opinião da diretoria da ADUFS, “foi uma conversa que, embora não aponte para soluções, esclarece qual é mesmo a preocupação e as propostas do governo, sendo importante para avaliar os rumos do movimento”. As associações docentes solicitaram uma audiência ordinária com a Comissão de Educação, que foi agendada para o próximo dia 15 de setembro.


 

Últimas Notícias


Grito dos Excluídos

Há alguns anos, o dia da Independência é para o movimento sindical, movimentos sociais e populares mais um dia de luta. É o dia do Grito dos Excluídos. Com uma participação expressiva da população, aconteceu neste 7 de Setembro mais um desfile cívico. Aqui em Feira de Santana não foi diferente: a presença do MST, da ADUFS, do Movimento dos Sem Teto, do DCE da UEFS, de vários Sindicatos e outros movimentos também marcou a data. Esta é uma forma de protestar contra a falsa independência sob a qual vivemos. Saímos às ruas para reivindicar trabalho, educação, saúde. Os protestos denunciam o descaso da atual política do governo com o povo brasileiro, a ajuda do governo a bancos e empresas e o fator previdenciário, além de levantar a bandeira de que o petróleo é nosso: "Petrobrás 100% estatal".


ATENÇÃO: associados devem fornecer dados para devolução do IR

A juíza que analisou o processo de devolução do imposto de renda, impetrado pela ADUFS, destacou que a Associação deve comprovar os recolhimentos, em seus respectivos períodos, e com os devidos quantitativos dos valores descontados. Por tratar-se de ação coletiva, caberia à ADUFS juntar aos autos tais informações. Para facilitar o processo, a ADUFS partirá agora para a via das ações individuais. A orientação da assessoria jurídica é de que cada associado encaminhe a ADUFS, individualmente, fotocópia dos contracheques do mês de janeiro (ou mês em que foram pagas as férias) dos últimos dez anos (de 1998 a 2008), assim como cópia do CPF e procuração assinada, para o devido ajuizamento das ações individuais. Veja aqui o modelo da procuração.


ADUFS participa das Comissões Institucionais da UEFS

Quatro comissões da UEFS estiveram reunidas na última semana para discutir novas demandas relacionadas à comunidade universitária. Na Comissão de Permanência, as resoluções da bolsa-auxílio dos estudantes foram mais uma vez discutidas e devem ser finalizadas nos próximos dias 21 ou 22 de setembro. A Comissão do Bandejão também analisou questões relacionadas à assistência estudantil e aprovou a possibilidade de uma nova licitação para a administração do Restaurante Universitário, já que o atual contrato vence no próximo mês de novembro. O orçamento de 2010 foi o principal tema abordado no Comitê de Acompanhamento do Orçamento Participativo (CAP), que já agendou outra reunião para o próximo dia 16, para que a matriz de prioridades de 2010 seja reavaliada. Essa reavaliação levará em conta os cortes já anunciados pelo Governo. Na sexta-feira (4), membros da Comissão Própria de Avaliação(CPA) concluíram a discussão do regimento interno da comissão e agendaram para o próximo dia 3 de dezembro um evento para sensibilizar a comunidade universitária quanto ao processo de avaliação da UEFS. Já a Comissão Geral da Estatuinte, deliberou pela continuidade dos trabalhos das subcomissões e pela realização do terceiro Seminário temático, agora sobre Democratização na Universidade, em meados de outubro.


Governo mantém bloqueio de promoções

Apesar dos processos de alteração de Regime de Trabalho terem sido liberados na última semana, permanecem bloqueadas as promoções de inúmeros docentes nas quatro universidades. Desde o final do ano passado, o governo estadual bloqueou estes e outros benefícios, deixando as análises a cargo do COPE. Além de ameaçar a autonomia universitária, este bloqueio atrapalha na realização dos concursos e deixa o quadro docente cada vez mais estrangulado. Um novo posicionamento quanto ao assunto ficou de ser repassado pela Secretaria de Administração (SAEB) no próximo dia 9 de setembro.


CONLUTAS aponta sugestões para construção da nova Central

A Secretaria Executiva da CONLUTAS apresentou, no último dia 1, texto de contribuição para a discussão das principais polêmicas em torno da formação de uma nova central sindical. Com isso, a Secretaria pretende trabalhar as diferenças entre os principais envolvidos neste processo e subsidiar os próximos debates. O principal argumento da CONLUTAS está localizado na necessidade de se construir as alianças dos movimentos tradicionais dos trabalhadores, como os sindicatos, com os setores populares. Em todas as Coordenações Estaduais da CONLUTAS o tema tem sido discutido, com realização de seminários de reorganização. Na próxima reunião nacional da CONLUTAS o assunto também será pautado. A CONLUTAS/BA vai se reunir no próximo dia 12 e deve apresentar suas posições quanto ao assunto. Para saber quem são as entidades envolvidas no processo de construção da nova central e as principais polêmicas quanto ao assunto, clique aqui.

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A Diretoria da ADUFS



 
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