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Final de julho. Governo não apresenta respostas.

No próximo dia 6, quinta-feira, no Auditório III – Módulo 4, a ADUFS realizará assembléia para debater importantes encaminhamentos da pauta emergencial das UEBA. Em discussão, o indicativo de paralisação unificada das categorias em agosto. Na avaliação das ADs, SINTESTs e DCEs, em reunião realizada no último dia 10, essa seria mais uma forma de denunciar o descaso do governo em relação à falta de professores e de servidores técnico-administrativos, o corte de verbas e o desrespeito à autonomia universitária materializado no bloqueio de benefícios dos servidores das UEBA.
O governo e a Secretaria de Educação não apresentaram respostas e o Governador mantém o silêncio quanto ao pedido de audiência protocolado no último dia 15. Desde abril, a comunidade universitária vem sendo alertada quanto às dificuldades decorrentes dessa política de arrocho orçamentário e em diferentes cursos a situação é considerada preocupante. Por exemplo, o de Odontologia, onde seus professores, em reunião realizada na última quarta-feira (22), avaliaram os principais problemas e resolveram manter-se mobilizados, mesmo com a solução parcial das demandas apresentadas à Administração Superior. A ADUFS esteve na reunião, manifestou seu apoio e destacou que outros cursos vivem situação semelhante.
De concreto, até o momento, estariam garantidas apenas as verbas de suplementação reivindicadas pelo movimento estudantil para as bolsas. Quanto ao bloqueio de direitos dos docentes, ainda não há novidades. De acordo com a CODES, foram liberadas as portarias já publicadas até março. Os pedidos concedidos posteriormente só poderão ser viabilizados a partir de novembro, quando finda o prazo dos decretos de contingenciamento.
O que diz o Governo? Apenas marca audiência com os Reitores separadamente
O Governador confirmou essa semana que atenderá individualmente os reitores para discutir a pauta emergencial das universidades. Dessa forma, no dia 4 de agosto, será a vez do Reitor da UEFS. Esta estratégia pode indicar uma tentativa de manobra do governo: afinal, se há um Fórum de Reitores, cujas demandas são, basicamente, as mesmas e têm sido apresentadas conjuntamente, por que conversar separadamente? O que se quer esconder? Haverá tentativas, já praticadas por governos anteriores, de negociar certas coisas à parte, dando um tratamento diferenciado, a partir de quem é mais ou menos alinhado?
Funcionalismo retoma mobilização
Artistas, policiais militares, servidores do judiciário, da saúde e professores em todo o estado também têm pressionado o governo em busca de melhorias nas carreiras e andamentos das negociações iniciadas em 2008. Em algumas categorias o indicativo de greve por tempo indeterminado também está sendo pautado. Na quinta-feira (23), os docentes da rede estadual de Feira de Santana realizaram assembléia e definiram que se até hoje (27) os R$ 8 milhões prometidos pela Secretaria de Educação não forem depositados, mais manifestações e protestos serão realizados. De acordo com eles, o montante atenderá carências da infra-estrutura das escolas e o pagamento de serviços terceirizados.
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