Boletim Eletrônico ADUFS - Ano II - Nº 29
08 de Junho de 2009
Destaque

Paralisação dos docentes incomoda e governo recebe Fórum das ADs


A paralisação nas quatro universidades e a Aula Pública em frente à Governadoria na tarde da última quinta-feira (4) foi a resposta concreta do movimento docente ao contingenciamento imposto pelo Governo às universidades. A insuficiência de recursos para manter as instituições, o ataque à autonomia universitária via bloqueio de incentivos e a suspensão dos concursos foram as principais denúncias das categorias (técnico-administrativos, discentes e docentes) durante a paralisação unificada.

Na UEFS, o Dia Estadual de Luta foi iniciado com uma panfletagem, às 7h, no pórtico e realização do debate Estrutura acadêmico-administrativa promovido pela Comissão Geral da Estatuinte, que contou com a participação de representantes das Reitorias da UFBA, UFRB e UNEB.

A completa adesão da categoria à paralisação foi acompanhada pelos servidores técnico-administrativos, aprovada em assembléia do SINTEST. Por volta das 13h, a caravana da UEFS dirigiu-se a Salvador com representantes das três categorias. Durante o protesto em frente à Governadoria, que contou com expressiva participação das quatro Universidades, todas as falas de estudantes, servidores técnico-administrativos e docentes denunciaram a realidade em cada universidade.

Secretário confirma que as Universidades “não terão suplementação orçamentária”

Durante o Ato, o Secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, convidou a representação dos movimentos para uma reunião: as quatro ADs, o ANDES-SN, os quatro DCEs e o SINTEST. Estavam presentes o Chefe de Gabinete da Secretaria de Educação, Aderbal Castro, e a Coordenadora do Ensino Superior Gecilvânia Silva.

Rui Costa, com a empáfia que lhe é peculiar, disse, logo no início, que o “Governo não pode dar um cartão de crédito sem limites às Universidades”. Posteriormente, acusou as UEBA de “malversação e má gestão dos recursos”. Afirmou ainda que a crise provocou uma queda na arrecadação e que este ano, “não vai haver a suplementação orçamentária”. Imediatamente, passou à leitura dos valores repassados em 2007 e 2008, para “confirmar a prioridade do governo para o Ensino Superior”.

O secretário mostrou-se surpreendido com a falta de professores, porque o “governador, e eu falo em nome dele, ordenou todas as medidas para que nenhum estudante ficasse sem aulas”. A Coordenadora do Ensino Superior, visivelmente irritada, disse que “estava muito desgastada com a postura dos Reitores, à exceção do gestor da UEFS, que criavam muitos problemas com a falta de informações e com a instrução dos processos”. Para ela, as 275 vagas remanescentes, que foram autorizadas em fevereiro, deveriam ter coberto todas as carências.

Sobre a suspensão da concessão de incentivos aos docentes, iniciada em março, o Secretário afirmou desconhecer o fato, mas se dispôs a negociar com a Secretaria de Administração (SAEB) para resolver o problema e comprometeu-se a dar uma posição até meados de junho.

As ADs e o ANDES-SN foram bastante enfáticos ao afirmarem que continuarão a jornada de lutas para pressionar o governo a suspender o bloqueio da SAEB, autorizar os concursos, normalizar os repasses e garantir a suplementação. Reforçaram também que as medidas para o enfrentamento da crise não podem ser contra os serviços e os servidores públicos. A reunião foi tensa, principalmente pela intervenção dos DCEs da UNEB e da UESB que manifestaram sua revolta com as dificuldades relacionadas às condições de estudo e a falta de docentes.

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Últimas Notícias


Invasão policial na USP: truculência intolerável (Reprodução: G1)

Professores da USP deflagram greve

Os docentes da Universidade de São Paulo, reunidos em Assembléia no dia 4 de junho, indignados pela presença da polícia militar fortemente armada no campus e pela intransigência do Cruesp em retomar as negociações, decidiram entrar em greve a partir do dia 5 de junho, sexta-feira. Os docentes reivindicam:

  • Saída da PM no campus
  • Reabertura imediata das negociações com o Fórum das Seis
  • Efetiva política de permanência estudantil
  • Fim das perseguições políticas na universidade
  • Anulação da decisão do Cruesp relativa à mudança da carreira docente.

Veja mais detalhes aqui.


Categorias discutem matriz de prioridades no Orçamento Participativo da UEFS

Os representantes das três categorias que compõem o Comitê de Acompanhamento Permanente (CAP) participaram, no último dia 28, de uma reunião para discutir o Orçamento Participativo 2010. Na ocasião, foi apresentada a Matriz de Prioridades (veja aqui) para o próximo ano e discutidas as principais demandas. A partir de agora, os representantes retornarão às instâncias (Colegiados, Departamentos, setores) para definição das prioridades listadas e posterior compatibilização dos dados. Em seguida, o Conselho de Orçamento Participativo (COP) fará a análise e a aprovação da Proposta de Orçamento.


Seminário na UEFS discute crise e contingenciamento

O seminário promovido pela ADUFS, SINTEST, DCE e Reitoria, na última terça (3), comprovou as preocupações do movimento docente quanto às dificuldades orçamentárias previstas para o próximo semestre. No início da discussão, o economista e professor doutor Luiz Filgueiras apresentou (veja aqui) as principais características da atual crise e seus impactos na economia brasileira. Filgueiras apontou também aspectos de crises econômicas anteriores relacionando-os com a contemporaneidade.
Por parte da Secretaria de Educação, foi confirmado que as universidades não terão suplementação orçamentária no segundo semestre. O Chefe de Gabinete Aderbal Castro apresentou dados sobre os Desafios Políticos/Administrativos da Bahia Frente à Crise Econômica Mundial (veja aqui) e foi muito questionado por parte da plenária. Para a maioria dos presentes, o contingenciamento imposto pelo governo é uma das opções políticas quanto ao enfrentamento da crise, prejudicando as universidades que já funcionam com orçamentos insuficientes e ferindo sua autonomia.


Vitória do Movimento Docente: registro Sindical do ANDES-SN é restabelecido

Na última sexta-feira (5) o Ministro do Trabalho e Emprego restabeleceu o Registro Sindical do ANDES-SN que retomou, juridicamente, a condição de representante legal pleno dos docentes das instituições públicas do ensino superior em todo o território nacional. Na publicação da decisão jurídica, foi mantida apenas a suspensão no que se refere à representatividade dos docentes do setor privado, contestada por entidades que apresentaram impugnações ou manifestaram conflito de base com o ANDES-SN tanto em 2003 quanto em 2009. A definição quanto à representação das universidades particulares ainda depende de processo que tramita no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Leia mais aqui.

FILIE-SE à ADUFS

A força do Sindicato está em seus/suas filiados(as) e na sua capacidade de defender os interesses da categoria. A ADUFS, desde a sua criação em 1981, tem pautado a sua luta em uma prática democrática, coerente e firme na defesa de um projeto de Universidade Pública.

Participar do Sindicato é exercer cidadania, é ser sujeito de sua história. Para filiar-se a ADUFS é preciso preencher um formulário (aqui) com algumas informações e autorizar o desconto mensal de 1% sobre os vencimentos, assinar, e entregar na Sala da ADUFS no Módulo IV ou ligar para o ramal 8072 e solicitar que o mesmo seja coletado.
A Diretoria da ADUFS



 
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